segunda-feira, 18 de abril de 2011

Walking in the street



Um homem atravessa uma rua, era um homem qualquer. Estava bem vestido, trajava um paletó preto e sapatos. Tinha cabelo loiro, um pouco grisalho, e um rosto que aparentava ter uns 40 anos. Era um homem típico de uma cidade grande, São Paulo. E como muitas pessoas, o homem ia rumo ao seu trabalho.
O sinal de trânsito estava fechado. Estava apressado, andava com passos largos e de certa forma, ligeiramente. Estava com as mãos nos bolsos e com um olhar para o horizonte.
 Queria chegar cedo ao trabalho. Faltavam trinta minutos para oito da manhã e como não poderia chegar atrasado, teve que ser rápido.
O dia estava belíssimo, o Sol raiava pelas ruas que com sua brilhante luz, iluminava esquinas e vielas de todos os cantos da cidade.  O céu estava com poucas nuvens, era um início de manhã que lembrava as tardes de pôr-do-sol em Campos, onde morava. A faixa de pedestre parecia longa em meio a tantas pessoas, mas seguia em frente. A rua estava cheia, o calor do asfalto embrenhava seu rosto. A cada gota de suor, seu rosto ficava mais ardente, e para salva-lo de uma situação corriqueira, seu lenço no bolso esquerdo aliviou-o de chegar ao seu serviço malcheiroso.
Caminhava, não olhava para trás. E a cada passo seu destino estava mais perto. O sinal abriu e os carros começavam a acelerar. O homem acabou de tocar seu pé direito na calçada. Olhou para trás e viu os carros passarem e no mesmo instante, lembrou que iria passar pela mesma situação os outros dias. Era hora de desistir e voltar ao seu lar? Para o homem não, pois a cada dia que ele passa por aquela rua, era mais um dia que seria escrito em seu livro da vida.
Gabriel Almeida

2 comentários:

  1. Você escreve com uma simplicidade que me encantou.

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  2. Agradeço o comentário, fico muito feliz por ele :D
    Volte Sempre!

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